14 março 2017

Ser Filho(a) na Adolescência


"Adolescência é passagem, fase, etapa, período, trânsito, atravessamento. É estado, condição e limite. (...) Adolescer é preparar-se para o próprio e o diferente. É construir identidade." 
(extraído de publicação do 
Conselho Federal de Psicologia)


A adolescência, muitas vezes marcada por oscilação e confronto nas relações, representa mais um momento decisivo na construção e confirmação da identidade. Podem ocorrem conflitos e questionamentos, tanto internos como externos, o que às vezes provoca nos pais a sensação de perda de controle sobre os filhos.

Nesta etapa, os filhos tendem a se distanciar dos pais e do restante da família, passando mais tempo sozinhos ou na companhia dos amigos. Isso não quer dizer que eles não queiram mais fazer parte da família, mas é o momento em que pertencer ao grupo está mais em foco. Esse movimento é o que proporciona o amadurecimento necessário para o jovem encontrar seu lugar no mundo e tornar-se um adulto mais seguro e feliz.

Filhos adolescentes alternam os momentos em que se aproximam e/ou dependem de sua família, com outros onde há necessidade de se afastar e experimentar novas realidades. É a etapa que exige maior flexibilidade nas relações familiares. Aos pais, cabe manter o afeto e cuidado que dedicaram ao longo da infância, adaptando-se às novas demandas dos filhos.

01 março 2017

Ser Filho(a) na Infância


“Quero colo!
Vou fugir de casa
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo.
Só vou voltar depois das três...” 
(Renato Russo, música Pais e Filhos)


Entre os altos e baixos das relações familiares, existem diferenças significativas quando pensamos em qual momento do ciclo vital se encontra cada membro.

Se tratando dos filhos, cada fase demanda cuidados diferentes e a relação que se constrói depende muito de como cada ciclo evolui.

Quando os filhos são bebês ou crianças, existe uma grande dependência dos pais ou cuidadores, que oferecem as referências que formam sua subjetividade. É a fase de descobrir o mundo, suas possibilidades e dificuldades e de construir uma identidade própria, que tem muito a ver com esses modelos que se tem acesso na infância. 

Na infância é o momento em que os filhos precisam de mais amor, segurança e aceitação, pois estão construindo as bases das relações que levarão para sua existência. Aos pais cabe oferecer um contexto que defina seu espaço afetivo, que lhe dê limites e garanta a estabilidade e a continuidade das relações.

22 fevereiro 2017

Definindo Família



Nos dicionários, podemos encontrar algumas definições de FAMÍLIA:
“Grupo de pessoas que possuem relação de parentesco e habitam o mesmo lugar.”

“Pessoas cujas relações foram estabelecidas pelo casamento, por filiação ou por adoção.”


Nestas definições, o ponto-comum é a ideia de pessoas em relação, ou seja, a base de qualquer grupo está na existência de pessoas que se relacionam de alguma forma. 

Para além da simples relação, existem 2 pontos que diferenciam a família de outros grupos humanos: afeto e cuidado. Então, família pode ser entendida como um grupo de pessoas no qual as relações acontecem baseadas no afeto e cuidado mútuo.

Toda família tem uma gama de funções que precisam ser atendidas de forma adequada, para garantir sua continuidade:
  • Proteção;
  • Organização;
  • Modelos;
  • Experimentações;
  • Socialização;
  • Aprendizagem;
  • Perpetuação de valores, crenças, cultura;
  • Garantir o desenvolvimento físico e emocional.
Independente de sua configuração, número de membros ou gerações, a família tem papel fundamental na constituição e melhoria da sociedade em que vivemos.

19 dezembro 2016

Tempo de ser


O fim de mais um ano - e o começo de outro - provoca alguns questionamentos: Como foi este ano? O que desejo para o ano novo? Será que minha vida está no rumo que quero?
Muitas reflexões são possíveis nesta época de festas, comemorações e renovações. A principal delas talvez seja voltada para o interior de nós mesmos, ao avaliar quanto tempo temos destinado ao nosso autocuidado.

Tempo de ser, tempo pra ser... momentos únicos e essenciais em que avaliamos nossas prioridades e desejos mais íntimos, encontramos nosso potencial de ser e realizar nossos objetivos mais pessoais.
Em meio à tantos compromissos, familiares ou profissionais, precisamos encontrar este tempo para nós mesmos. Só assim conseguiremos ser inteiros ao nos relacionarmos com os outros e ao construir novas conexões para o ano que vem chegando.

12 outubro 2016

A criança que existe em cada um


A infância é o período inicial de toda vida humana, no qual construímos as bases para nossa existência. Num primeiro olhar, ser criança é brincar, ser cuidado e ter poucas responsabilidades. Tarefas que só são possíveis quando existem adultos capazes de oferecer condições adequadas ao seu desenvolvimento.

Aos adultos, cabe a reflexão: Quanto da criança que fomos está presente no adulto que somos? Será que soubemos alimentar da melhor forma os sonhos da infância?

Acreditar. Em si, no outro, no mundo. Provavelmente esta seja a principal ação que esquecemos quando nos tornamos adultos. Toda criança tem em si as fantasias, os sonhos, as múltiplas realidades e é a partir delas que constituem todo seu universo particular. Acreditando, sempre temos novas possibilidades.

Nestas circunstâncias, acreditar é poder. O poder de realização que só quem carrega consigo a criança interior pode ter. Quem nunca sonhou em ser artista ou astronauta? Afinal, não há nada mais grandioso e poderoso que o desejo de uma criança de conquistar o mundo.

A principal característica que precisamos resgatar é a leveza: de ser, de brincar, de sonhar. Leveza para todos momentos da vida, para os declínios e sobressaltos tão característicos da vida adulta. Pois, assim como nas histórias infantis, muita coisa acontece antes do final feliz.